PCP exige <br>investimentos necessários
LUSA
Na quinta-feira, em visita aos comerciantes e população das ruas de São José, das Pretas, das Portas de Santo Antão e do Rossio, os eleitos do PCP na Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa ouviram queixas sobre os prejuízos e relatos de momentos de desespero com as inundações que ocorreram em Setembro e que voltaram a acontecer no dia 13 de Outubro.
Várias críticas foram tecidas ao presidente da Câmara de Lisboa (CML), António Costa, por afirmar que não há soluções e por apelar à resignação da população, aceitando esta situação como um fenómeno inevitável que se repete ao longo do tempo. Ouviu-se ainda reclamações pela falta de limpeza e manutenção dos colectores, sumidouros e sarjetas, da responsabilidade da CML, que muitos afirmaram estarem cheios de areias e detritos, impedindo o escoamento das águas pluviais.
Na iniciativa, os eleitos do PCP esclareceram que as opções políticas da maioria PS/António Costa, com o apoio do PSD e do CDS, têm enfraquecido a capacidade de resposta da CML também neste domínio.
«Para além da passagem de competências para as freguesias, que não têm meios humanos e materiais para responderem a estas situações, também a progressiva desarticulação de serviços operacionais do município e a externalização daquilo que podia e devia ser assegurado pela própria CML, põem em causa uma resposta integrada, de cariz preventivo, em vários domínios operacionais, como acontece com o saneamento», acusa, em nota de imprensa, o PCP, que reclama: «Ao município compete-lhe fazer os investimentos necessários na rede de drenagem e aumentar os meios humanos e materiais nos serviços operacionais da CML na área da higiene e limpeza e no saneamento».